Fundada a 17 de agosto de 2007 por Carolina Marcello, Joana Coutinho e Paulo Brás, encerrou a sua atividade enquanto revista erótica a 17 de agosto de 2013, reabrindo a 12 de dezembro do mesmo ano como plataforma do projeto A MULHER É O FUTURO DO HOMEM.

A MULHER É O FUTURO DO HOMEM : núcleo

O ciclo tem como curador e intérprete Paulo Brás (Porto, 1989). Licenciou-se em Estudos Portugueses e Lusófonos (FLUP) em 2010, terminando em 2012 o Mestrado em Estudos Literários, Culturais e Interartes (FLUP), com a dissertação «O nome não vem aos lábios: o erotismo como testemunho do corpo exilado em Almeida Faria e Raduan Nassar». O seu trabalho de investigação começou por se debruçar sobre o conceito de barroco («Pérolas e porcos: essência e aparência do gosto barroco», setembro, 2011), tendo posteriormente evoluído, pela questão da linguagem, para os estudos de exílio e erotismo («Parallel play: o jogo remete para a solidão», maio, 2012; «O sexo [oral] da escrita», junho, 2013), o que levou o autor de forma orgânica para a arte da performance, numa recente trilogia de comunicações sobre poesia e performance («Saber estar de joelhos: o poeta como performer», outubro, 2012; «Dissimulei deriva, nocivo: Joaquim Manuel Magalhães», março, 2013; «Que farei quando tudo arde e eu não? ou Portugal não é um país de poetas, Portugal é um país de performers», outubro, 2013).
Apesar do interesse teórico pela área, não tem qualquer formação em prática teatral e a sua experiência resume-se aos três anos em que esteve ligado ao grupo amador da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Estreou-se com «Sétimo céu» (junho, 2011), de Caryl Churchill, tendo-se tornado produtor do Máscara Solta (FLUP) até 2013; esteve por trás do melhor ano do grupo da última década, contando vinte e dois eventos em nove meses. Durante o referido ano letivo 2012/2013, fez uma leitura encenada de «Valsa nº6» (dezembro, 2012), de Nelson Rodrigues, e estreou-se como performer, em grupo, com «O sentimento dum acidental» (abril, 2013), a partir da poética de Alberto Caeiro, e a solo, com «les rois qui meurent tour à tour renaissent au coeur des poètes» (maio, 2013), tendo ficado cinco horas consecutivas deitado num espaço público a ler «morse: o corpo distribuído» (ainda inédito), o seu primeiro livro de poesia, escrito a partir de um processo de um ano de leitura integral da Bíblia.
A formação literária e a experiência na área cultural, tanto do lado da criação como da organização e produção, aliam-se neste projeto de poesia-performance-investigação, assumindo o claro paralelismo com os seus dois últimos e intensos anos de atividade. Para o trabalho contínuo de criação, seleção, ensaio e apresentação de A mulher é o futuro do homem, juntam-se a Paulo Brás três nomes, estando previstas outras colaborações no contexto de cada um dos espetáculos.
Ricardo Braun (Porto, 1986) frequentou o curso de Arquitectura da FAUP e em 2008 licenciou-se em Som e Imagem pela Universidade Católica do Porto. Colaborou, desde então, em processos dos encenadores Ana Luena e Nuno Carinhas e foi assistente de dramaturgia de Nuno Cardoso e assistente de encenação de Rogério de Carvalho, Luís Araújo e João Pedro Vaz. Em 2012, fundou com Luís Araújo a OTTO, com quem co-encenou KATZELMACHER, a partir da peça e do filme homónimos de Rainer Werner Fassbinder. Escreve e traduz para teatro. Em A mulher é o futuro do homem, está a cargo das traduções de textos em inglês, francês e alemão que tenham de ser feitas propositadamente para o ciclo, assim como do apoio dramatúrgico a cada um dos espetáculos do projeto.
Carolina Marcello (Rio de Janeiro, 1989) licenciou-se em Estudos Portugueses e Lusófonos pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e encontra-se atualmente a preparar a sua dissertação de mestrado na mesma instituição. Co-organizou alguns encontros no âmbito da literatura e da cultura, entre os quais «Escrever nas Margens: LGBT em Portugal», realizado no Porto (março, 2013). Em A mulher é o futuro do homem, apoia na pesquisa de figurinos e adereços e é sua responsabilidade a conceção da caracterização para cada personagem.
Tiago Teles Santos (Porto, 1987), licenciado e mestre em Sociologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tem colaborado desde 2008 em diversos projetos de investigação na área da Sociologia. Foi membro da Comissão Executiva do Departamento de Sociologia e do Conselho de Representantes da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Desde 2006, tem colaborado na organização de diversas conferências, congressos e workshops no âmbito de diferentes áreas disciplinares. Em A mulher é o futuro do homem, assume a produção.

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